Se treine a aprender inglês
Ou não
Um cachorro preso numa gaiola, enquanto um cientista olha do lado de fora e aperta um botão. O botão ativa uma sirene, e o barulho da sirene é seguido por um petisco ao cachorro.
Na primeira vez, o cachorro não será capaz de associar o barulho da sirene à vinda da comida, mas lá pela quinta ou sexta vez ele já vai começar a salivar assim que ouvir a sirene.
Esse processo foi chamado de condicionamento clássico. É uma das formas pelas quais aprendemos.
Mas ainda há uma pequena evolução dessa ideia. E se, em vez de a sirene sinalizar a comida, a sirene sinalizar que o cachorro precisa empurrar uma alavanca para ganhar o petisco? Eventualmente, ele também aprende.
Quando um comportamento é necessário, chama-se de condicionamento operante.
Esses são dois mecanismos fundamentais quando se trata da disciplina para estudar um idioma. Vou tentar deixar clara minha visão sobre o assunto.
Aprender é algo que leva tempo. Para um idioma, pode demorar anos. Então, não temos um reforço imediato, como um petisco, para o aprendizado da língua-alvo.
A forma que eu encontrei para lidar com isso foi facilitar o processo através de coisas que eu já sou acostumado a fazer.
Eu tenho o hábito de ver vídeos no YouTube. É algo que eu gosto, que eu faço todo dia, sem pensar muito. Então, trouxe o idioma para dentro desse hábito.
Vejo vídeos em inglês e espanhol todos os dias. Quero chegar ao ponto de ver em japonês também, mas ainda não cheguei lá.
E, graças ao bom Deus, um idioma não se aprende falando, mas sim ouvindo. Então, quanto maior a carga de informações que você ouvir no idioma, melhor sua comunicação, no fim das contas.
Em vez de se forçar a fazer algo de que você não gosta, como ir a um cursinho de inglês ou aprender inglês com uma apostila, você faz algo de que gosta e já é “treinado” a fazer.

